Home 2018 Mirassol 0 X 2 São Paulo – 3ª rodada
Mirassol 0 X 2 São Paulo – 3ª rodada

Mirassol 0 X 2 São Paulo – 3ª rodada

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Por: Gabriel Perecini (@perecenispfc01)

Com a mudança no planejamento, os titulares viajaram para o interior paulista para a disputa da terceira rodada do estadual. De fora, apenas o peruano Cueva, que se recuou a viajar ao saber que ficaria no banco e criou um mal-estar com uma proposta que recebeu e logo foi rechaçada pelo São Paulo. Anderson Martins estreou pelo clube, enquanto Diego Souza fez sua primeira partida como titular.

Fora as duas novidades citadas, o time foi o mesmo da última partida, também no 4-1-4-1. A diferença, porém, esteve no bom início aplicado pelo São Paulo. Foram 20 ótimos minutos, em que a equipe conseguiu criar pelo menos três chances claríssimas de gol. Rodrigo Caio, cabeceando para fora na risca da pequena área, Shaylon, tendo o passe que encontraria Diego Souza debaixo da trave interceptado, e o próprio camisa 9, que viu seu chute da entrada da área que seria gol certo explodir no zagueiro, tiveram as oportunidades de abrir o marcador.

Petros, diferentemente do duelo contra o Novorizontino, conseguia se movimentar bem pela direita e criar uma dupla interessante com Marcos Guilherme por aquele setor, onde saíram as melhores jogadas do primeiro tempo. Pela esquerda, Shaylon esteve naturalmente apagado, com dificuldades para encontrar espaços, e Brenner não conseguia dar sequências aos lances. O adversário se limitava a defender e especulava muito pouco no ataque, sempre com bolas longas.

Nos últimos 25 minutos do primeiro tempo, a atuação são-paulina caiu de ótima para boa, o suficiente para encontrar espaços e pecar na finalização ou no último passe, fatores que fizeram o empate permanecer até o intervalo.

O Tricolor voltou igual para a segunda etapa, incluindo o bom começo que teve na primeira metade. Logo no início, Marcos Guilherme dominou pela ponta e fez um passe em diagonal para a infiltração de Shaylon, que se atrapalhou no domínio e bateu muito fraco na bola, parando em Fernando Leal. A tônica do jogo seguiu a mesma: São Paulo atacando e Mirassol se limitando a defender, agora sem nem sequer especular na frente.

É válido ressaltar: mérito também para a equipe de Dorival Junior que, sempre que perdia a posse, pressionava rapidamente e conseguia roubar ainda no campo de ataque. Com o tempo passando e o placar inalterado, assim como a atuação de alguns jogadores, o técnico promoveu a entrada de Caique, que havia tido boa atuação cinco dias antes, para a saída do improdutivo Brenner. O camisa 36 mudou a cara do jogo, com jogadas verticais, velozes e objetivas.

Sete minutos depois, Lucas Fernandes entrou na vaga de Petros, em uma alteração que serviu para deixar o time com características mais ofensivas e descansar o capitão, que já havia acusado cansaço em algumas oportunidades neste início de temporada. O garoto foi outro a entrar bem, se movimentando e tentando distribuir o jogo.

Ainda sem dar resultados, Dorival promoveu a estreia de Paulinho Bóia no profissional, na vaga do apagado Shaylon, que ainda desperdiçou uma segunda oportunidade frente ao goleiro adversário, dessa vez com menos ângulo, próximo à linha de fundo. Bóia também mudou a cara do São Paulo, contando com apoio de Marcos Guilherme pela direita e trazendo as mesmas características rápidas e objetivas de Caique.

O time continuou perdendo grandes chances até os 38 minutos do segundo tempo, quando Paulinho fez grande jogada pela direita e percebeu a boa ultrapassagem de Militão. O camisa 13 foi ao fundo e cruzou para trás, rasteiro, visando Diego Souza. O zagueiro do Mirassol tentou cortar de carrinho, falhou, e a bola ficou oferecida para o camisa 9 bater quase na pequena área e fazer justiça ao placar. Foi o seu primeiro gol com a camisa são-paulina. Vale ressaltar que a partida do atacante, até então, era bastante fraca, claramente pela falta de ritmo de jogo.

O gol na parte final fez o Mirassol tentar sair de qualquer jeito ao ataque, conseguindo algumas bolas paradas e chutes pouco perigosos de longa distância. Rodrigo Caio e Anderson Martins foram muito bem e impediram que qualquer perigo chegasse ao gol de Sidão. A um minuto do fim do tempo regulamentar, após bola parada dos mandantes, Marcos Guilherme ficou com a sobra na meia-lua e arrancou em velocidade. Serviu Lucas Fernandes pela esquerda e se mandou para a área, para dar opção junto a Diego Souza. O camisa 11 levantou a cabeça, aproveitou a movimentação do centroavante no primeiro pau e jogou nas costas da zaga, para Marcos Guilherme dominar na marca do pênalti e tocar com tranquilidade de perna esquerda, longe do alcance do goleiro. Jogo liquidado e gol merecido do melhor em campo.

Foi uma partida quase irretocável do São Paulo, que conseguiu criar diversas oportunidades e não sofreu em momento algum. De quebra, viu três garotos, dois deles em seus primeiros jogos, entrarem muito bem e mudar a cara do jogo. Infelizmente, parte da torcida parece não ter entendido que o momento é de ter cuidado com o físico dos atletas. Após a saída de Petros, gritos de “burro” foram entoados em direção a Dorival Junior.

Ao fim da rodada, o Tricolor já é líder do grupo, mesmo com o começo criticado por parte dos torcedores. Menos de 72 horas após a partida, o time voltará a campo, no Pacaembu, para visitar o Corinthians, no primeiro clássico do ano. Uma derrota deve devolver a pressão amenizada com essa primeira vitória, mesmo que a situação, por enquanto, pareça estar controlada em termos de evolução tática e de classificação.

O melhor: Marcos Guilherme. Impressionante a disposição e coletividade do camisa 23. Correu o campo inteiro, “esquecendo” do começo de temporada, e ajudou na criação de boas jogadas pelo lado direito. Foi premiado com o gol que matou a partida, em jogada que começou e terminou com ele.

O pior: Brenner. Em um jogo que quase todos foram bem, o garoto que recém completou 18 anos não conseguiu ajudar na criação e dar prosseguimento às jogadas, sendo presa fácil para a defesa do Mirassol. Mesmo assim, nada anormal para um menino tão jovem, com enorme potencial e que está começando a ter uma sequência no profissional.

 

FICHA TÉCNICA (via Lancenet!)

MIRASSOL 0 X 2 SÃO PAULO

Local: José Maria de Campos Maia, Mirassol (SP)

Data-Hora: 24/1/2018 – 21h45

Árbitro: Vinicius Furlan

Auxiliares: Anderson Jose de Moraes Coelho e Daniel Luis Marques

Público/renda: Não disponíveis

Cartões amarelos: Zé Roberto, Bruno Oliveira e Dalberto (MIR), Rodrigo Caio, Anderson Martins e Petros (SAO)

Gols: Diego Souza (38’/2ºT) (0-1), Marcos Guilherme (44’/2ºT) (0-2),

Mirassol: Fernando Leal; Bruno Oliveira, Jesiel, Edson Silva e Willian Simões; Paulinho, Wellington Reis e Xuxa (Léo Baiano, aos 32’/2ºT); Rodolfo, Dalberto (André Luis, no intervalo) e Alison (Zé Roberto, aos 36’/2ºT). Técnico: Moisés Egert.

São Paulo: Sidão; Militão, Rodrigo Caio, Anderson Martins e Edimar; Jucilei; Marcos Guilherme, Petros (Lucas Fernandes, aos 24’/2ºT), Shaylon (Paulo Bóia, aos 31’/2ºT) e Brenner (Caíque, aos 17’/2ºT); Diego Souza. Técnico: Dorival Júnior.

 

*Imagem: Rubens Chiri/saopaulofc.net

 

 

Perecini São-paulino desde 1930, antes de nascer. Uma vida inteira dedicada a amar, incondicionalmente, o Clube da Fé. Nas prioridades da vida, primeiramente vem o Clube e, depois, o resto. Devoto Dele: Rogério Ceni. "Dentre os grandes, és o primeiro". Ídolos: Rogério Ceni, Raí e Telê.