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Quando o amadorismo se transforma em irresponsabilidade
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Quando o amadorismo se transforma em irresponsabilidade

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Por: Mayara Almeida

 

Quando achávamos que o São Paulo teria uma semana calma por vencer dois jogos seguidos em cinco dias, sendo um deles um clássico. Clima de festa, “solta a valsa”… vem a realidade e pá! Nos dá um jeito de mostrar que com o tricolor, nada mais pode ser tão calmo.

O que exatamente aconteceu com Cueva, ninguém vai saber! Será que ele não queria jogar? Tá insatisfeito? Mas por qual motivo? Já ficará três jogos fora por conta da Seleção. Quem será que o recomendou esse spray? Será que ele fez de propósito? Será que foi o departamento médico que recomendou? Afinal, ele estava na concentração quando aplicou o produto. São respostas que, por hora, não teremos as respostas de nenhum dos lados. Já foi dito que não haverá caça as bruxas.

Mas vamos lá. Isso demonstra, no mínimo, um amadorismo. Por parte do jogador ou do Clube? Agora não importa. Não dá para cravar que o São Paulo teria ganhado a partida contra a Ponte se o meia peruano estivesse no gramado. O que dá para saber é que teríamos um ponto a menos para criticar.

Como se já não bastasse saídas pela janela de transferências, convocações para as seleções (qual a dificuldade de seguirmos um calendário FIFA?), agora ainda temos que nos preocupar com possíveis saídas repentinas por contas de spray? Isso abre precedentes. Quem nos garante que daqui a pouco algum jogador pode dizer: tomei um remédio para dor de cabeça. Posso ser pego no exame.

Que absurdo!

A comunicação do Clube com a CBF, pelo menos, mostra que o São Paulo não ia se deixar levar sequer um pingo de vantagem. Mas mostra um despreparo preocupante. Isso não pode mais acontecer.

O Brasileirão já começou e precisamos acordar para não chegar no meio do campeonato e estarmos insatisfeitos com o meio da tabela, nos preocupando com o rebaixamento. É inadmissível que um Clube que só tem que se preocupar com um torneio, não foque e não brigue a na ponta de cima da tabela. É mais do que obrigação. E não é só do Rogério, é de cada funcionário do Clube. Desde o departamento médico até os jogadores.

 

*Imagem: Gazeta Esportiva

Mayara Escolhi o São Paulo aos 7 anos. Decidi não seguir o caminho da família palmeirense. Jornalista com a esperança utópica de tornar o mundo mais humano. Tenho um amor incondicional pelo tricolor do Morumbi. Ídolos: Raí e Rogério Ceni.