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Como eu te amo, Tricolor
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Como eu te amo, Tricolor

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Por: Mayara Almeida

 

Tricolores, há tempos não começava o Campeonato Brasileiro tão desolada. Há tempos não estávamos, já no mês de maio, a apenas 38 rodadas de terminar o ano. Agora só mais 37. Essa conta fácil se deve a três eliminações seguidas em apenas 22 dias.

Quem me acompanha aqui no Fala Bandana sabe que eu devo ser a colunista mais “iludida” dentre todos. O que já li e ouvi de “acorda pra vida” e coisas similares não está escrito… E não é que não acredite mais no clube. Acredito. Mas insistir nos erros não leva a lugar nenhum. Parece até aquela insistida no crush que não resulta em nada.

Esses dias tentaram me convencer no trabalho que se eu não acreditasse mais no São Paulo deveria mudar de time. Impensável. Mas me peguei pensando: o que é explicar o amor. Amor não se explica. Você apenas sente. Deve ser algo espiritual.  Algo que te faz bem.

E ah… Como eu me sinto bem no Morumbi. Uma semana sem ir ao Cícero Pompeu de Toledo parece uma semana vazia, sem graça. Tenho 24 anos e apenas há 6 frequento o lugar que posso, sim, chamar de lar. Mas a frequente pergunta que tenho me feito é: o que fizerem com você, meu querido Clube?

É diretoria que não faz o trabalho bem feito, é jogador que faz corpo mole, é boicote da própria torcida. Meu Deus. E a agora, como se não bastasse tudo isso, temos um técnico – que enquanto jogador é meu ídolo – é apegado aos números e a técnicas que não estão gerando resultados.

Eu quis e quero que você dê certo, Rogério.  Mas como queria que tivesse passado um tempo na base… Não porque não é bom, mas porque tudo na vida leva tempo. Todo trabalho precisa ser aprendido. Infelizmente, hoje, você é um mau técnico. Teimoso. Daqueles que dá raiva.

Não adianta dizer que ele não foi demitido ainda porque o Clube está apostando em uma filosofia duradoura… Aquela que costumamos ver em times na Inglaterra. Não.  Ele ainda permanece no cargo por ser quem é. E aí está o maior perigo. A linha tênue entre o excelente goleiro e o possível bom técnico.

Como quero que dê certo. Por hora, continuo desolada. A procura de um esquema tático, de passes, de cruzamentos que possam me animar. Hoje, você está irreconhecível, São Paulo. Mas meu amor por você continua incontestável.

 

*imagem: São Paulo /Divulgação

Mayara Escolhi o São Paulo aos 7 anos. Decidi não seguir o caminho da família palmeirense. Jornalista com a esperança utópica de tornar o mundo mais humano. Tenho um amor incondicional pelo tricolor do Morumbi. Ídolos: Raí e Rogério Ceni.