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Céu e Inferno
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Céu e Inferno

Por: Bandana

 

“Para mim, tudo bem. Só quero trabalhar. Só isso”
(Muricy Ramalho sobre a nota de Carlos Miguel Aidar garantindo-o no cargo)

Olha, então trabalhe. Não por nada e várias vezes disse isso aqui, Muricy merece respeito, não só pela carreira como atleta, mas também pelas conquistas como técnico e pelo trabalho nessa função.

Mas vale lembrar que o atual treinador, em muitas ocasiões, errou pela teimosia, quis inventar quando não deveria e está com dificuldades para se comunicar com o elenco.

Para piorar, alguns atletas quase não têm oportunidades, enquanto a insistência com jogadores que não estão rendendo é constante. E isso com falhas de marcação e nós táticos tomados em alguns jogos.

Muricy é avesso à tecnologia, e não acredita em motivação. Para ele, jogador precisa estar orgulhoso em vestir a camisa do clube.
Infelizmente a coisa não é assim no futebol moderno. O atleta, muitas vezes pensa com o bolso e o carinho pelo clube é conquistado pela forma como é tratado.

A pressão é grande e seria impossível para o clube pensar em troca-lo. Pelo menos não antes das definições da fase de grupos da Libertadores, e é aí que mora o perigo.

O São Paulo que já vai ter um desafio quarta feira, contra o San Lorenzo, provavelmente precisará de um bom resultado no último jogo contra o Corinthians no Morumbi. E aí entra tabu, entra torcida, enfim, vais ser um pega para capar.

Se ganhar na próxima quarta, alivia um pouco o ambiente do clube, se perder ou empatar, complica, porque provavelmente não terá forças para brigar pela classificação.

Se passar de fase, tudo muda. O time fica com moral, o clube consegue amenizar o conturbado ambiente e o técnico ganha de novo os merecidos gritos e aplausos da torcida.

Se não passar, a situação complica e o São Paulo terá que avaliar se o mantém no Brasileiro, campeonato no qual ele costuma ir bem, ou se cede à algumas pressões internas e externas que tendem a piorar, e demite o técnico.

E isso sem nenhum nome no mercado, posto que o Tite, principal alvo quando Muricy ficou doente, está fazendo um grande trabalho no rival enquanto que Cuca, que parece ter se livrado da urucubaca que o perseguia, está trabalhando na China, sabe-se lá em que condições.

Claro que existem outros nomes, mas a diretoria chegou a acenar para estes dois com mais vigor em tempos recentes. Outro nome provavelmente viria de fora, e daí precisaria de um tempo de adaptação.

Muricy tem competência e capacidade de virar esse quadro a seu favor. Mas precisará se concentrar no time e esquecer a diretoria e os problemas internos do clube. Até porque não há tempo de arruma-los, a batalha chegou.

Terá que repensar o esquema tático ou testar novos valores na marcação. Precisará incentivar o time a agredir o adversário e principalmente chutar em gol. Terá que recondicionar a postura.

Se fizer isso, a torcida compra, grita, apoia e leva o time nas costas. Se não fizer, o monte de problemas acumulados das últimas gestões e os erros dessa, consumirão o time e trarão a crise como recompensa.

Eu acredito e estarei lá. Não deixarei de criticar ou desejar o melhor para o São Paulo, mas o campo de batalha é o palco dos gritos, do incentivo, das lágrimas e do coração. E isso não faltará!

Avante, meu tricolor!
Um abração para todo mundo e um pedido especial de comparecimento em massa na quarta. O time precisa e a torcida merece.

FalaBandana Terceira geração da linhagem tricolor de minha família, meu pai me deixou escolher o time do coração com uma única restrição: Tinha que ser grande, da capital e ter três cores. Por conta da dramática conquista de 1986 com o salvador gol de Careca no último minuto, acredito sempre até o último lance do jogo. Ídolos: Zetti, Raí e Rogério Ceni.