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Editorial: O mínimo exigido é o respeito
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Editorial: O mínimo exigido é o respeito

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Por: Vivian Lourenço (@_vivis)

 

Sou da época de 92/93; de Telê, Raí, de cuidar da camisa do São Paulo com carinho e dedicação. Sou da época de 2005, de Rogério Ceni, Lugano; de jogador que sentia orgulho por fazer parte dessa agremiação de três cores.

Época na qual o Clube era tido como modelo… infelizmente, há muito isso acabou e junto acabou o respeito: por parte dos dirigentes, da torcida e dos jogadores.

Chegamos ao ponto que temos que exigir e explicar os motivos pelo qual estamos pedindo respeito. Respeito pelas três cores, respeito à camisa, respeito ao Clube.

Pode parecer inacreditável, mas é verdade. Chegamos ao ponto de ver um jogador que veste a camisa do Clube dando uma lição do que não fazer. Cueva: chegou em junho de 2016 como promessa e se tornou a maior decepção.

Um jogador que, além de não estar correspondendo dentro de campo – mas isso nem questiono nesse texto – ainda deu um show de como desrespeitar o Clube, a torcida e os seus colegas de trabalho.

Só para se ter uma ideia, o Perecini reuniu alguns dos desrespeitos do atleta:

– Se recusou a viajar para a Vila após a demissão do Rogério (briga com Pintado) –  julho 2017

– Não se reapresentou e nem sequer deu satisfação após a classificação do Peru para a Copa. Simplesmente sumiu, enquanto seus companheiros, como o Trauco (Flamengo), treinaram e jogaram –  novembro 2017

– Não se reapresentou na volta às férias para fazer propaganda, não avisou com a antecedência adequada, faltou dois dias após o prazo combinado para volta enquanto jogou pelada de rua no Peru e esteve em baladinhas –  janeiro 2018

– Se recusou a viajar quando soube que seria reserva e que havia recebido uma proposta para sair –  janeiro 2018

 

Isso só para citar as principais. Tem como defender um jogador desse? Tem como deixar um atleta desse no elenco, ainda mais com tantas jovens promessas? É esse tipo de comportamento que queremos ensinar e incentivar?

A resposta não poderia ser nenhuma, a não ser um sonoro NÃO.

É impensável tentar achar motivos para defender o atleta que ainda tentou justificar o injustificável e se arrependeu depois de ver a reação dos torcedores nas redes sociais.

Raí, ídolo maior que sempre respeitou o Clube do qual agora é dirigente teve uma postura acertada. O ídolo são-paulino chamou a responsabilidade, explicou o ocorrido e se comprometeu a resolver o problema ao invés de escondê-lo. Pintado fez algo parecido em episódio similar quando não quis relacionar o jogador peruano pela mesma razão: falta de comprometimento com o Clube.

Dois ídolos que fizeram História pelo São Paulo exigem dos jogadores o que seria impensável há alguns anos:

PARA VESTIR ESSA CAMISA É PRECISO RESPEITAR O CLUBE!!!

 

*Colaboração: Fala Bandana e Gabriel Perecini

 

Vídeo da polêmica: clique aqui

 

 

**Imagem: Rubens Chiri/saopaulofc.net

Vivis Nunca soube muito bem o que queria da vida então resolvi fazer jornalismo pra escrever textões pelo mundo afora. Paulista e São-paulina de coração; não sofri a influência de ninguém na hora de escolher um time para torcer (Valeu Telê). Minha vida se resume a duas coisas: amar o São Paulo e seguir o lema “a vida é muito curta pra ignorar a coxinha e o brigadeiro!” Ídolos: Telê, Zetti e Rogério Ceni.