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A diretoria errou nos preços do estadual
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A diretoria errou nos preços do estadual

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Por: Gabriel Perecini (@perecenispfc01)

 

No começo da semana, o São Paulo anunciou o início das primeiras vendas de ingresso do ano, para os nossos jogos como mandante. Com a reforma do gramado do Morumbi, mandaremos os primeiros sete jogos (contando uma classificação para a fase de grupos da Libertadores) no Pacaembu. O problema foi o preço anunciado pela diretoria para o campeonato regional: bem acima do que, na minha visão, seria justo.

Já entrei em diversas discussões, inclusive com amigos, sobre esse assunto. Na maioria das vezes, ou não achei o valor condenável, pelas circunstâncias, ou não achei que ele fosse o único problema pelo fracasso do público. Dessa vez, acho justo falar que concordei com as reclamações.

Acredito que o primeiro passo é desmitificar uma situação que é muito repetida para justificar os preços cobrados: “A Federação Paulista de Futebol (FPF) estipula valor mínimo de R$ 40 e por isso os ingressos estão caros”. Não é totalmente verdade. É fato que a FPF coloca o valor mínimo para o Paulistinha, mas os Sócios Torcedores não entram nessa conta. A ponto de termos pagado, se não me falha a memória, R$ 15 nos jogos do Morumbi (R$ 20 contra o SCCP) pela mesma competição no ano passado. As duas primeiras partidas também foram no Pacaembu. Não lembro quanto paguei nestes dois casos, tenho os ingressos guardados, mas não aqui, em São Paulo. Se não estou enganado, paguei a meia-entrada entre R$ 20 e R$ 25 reais na Cadeira Laranja, que hoje estaria custando R$ 40 com o mesmo desconto de 50%. Aumento inexplicável. Vale lembrar que há um ano não tínhamos ranking das estrelas do ST para acumular, então era bem válido comprar meia-entrada e ficar com o ingresso físico.

Outro ponto importante: é possível fazer um acordo com a Federação (como já foi feito) para um “Setor Família”, com preços mais populares, como aconteceu com a Arquibancada Amarela, no Morumbi.

Diferentemente do ano passado, quando a discussão se deu em torno do ingresso da Libertadores, em 2016 acho que o preço da competição internacional não é injusto. Por ser o torneio mais importante, ele é tratado e cobrado como tal. O problema está no fato de um jogo de terceira rodada (para nós, segunda) de campeonato estadual estar tão acima, principalmente quando comparamos com os valores do ano passado. Somado a isso, podemos colocar a primeira fase da Libertadores, que é um gasto a mais e, passando, a estreia na fase da grupos sete dias depois, também com mando nosso.

Também é válido ressaltar que nossa torcida já não tem o costume de comparecer em massa a esses jogos menos relevantes em termos de classificação e competição. Com todo o contexto citado acima, isso é maximizado. Ano passado era outra diretoria, mas acho que a atual deveria saber escolher melhor a precificação das partidas. Conhecer seu público e o produto que tem a oferecer. E existem pessoas lá dentro, que são competentes e estão desde a última gestão, que certamente sabem fazer isso, como o caso do diretor de marketing, Vinicius Pinotti. Resta saber se ele não sugeriu o certo, mas não foi ouvido graças a um erro de estratégia.

Sábado será o primeiro jogo do ano com mando do São Paulo. Assim como o time, podemos pensar que, para os próximos duelos, a diretoria corrija o que for necessário. Se bem que o próximo jogo do Paulistinha com o Tricolor como mandante será contra o Rio Claro, dia 21. Existe a chance de ser a reestreia de Diego Lugano, o que traria uma grande atração extra ao jogo, e aí é outra discussão, mas pensando na partida contra o Novorizontino, dia 24, espero que haja uma avaliação melhor dos preços, até para o bem do Clube.

 

 

*Imagem: Marcos Ríbolli

Perecini São-paulino desde 1930, antes de nascer. Uma vida inteira dedicada a amar, incondicionalmente, o Clube da Fé. Nas prioridades da vida, primeiramente vem o Clube e, depois, o resto. Devoto Dele: Rogério Ceni. "Dentre os grandes, és o primeiro". Ídolos: Rogério Ceni, Raí e Telê.