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“O São Paulo precisa cair para aprender”

“O São Paulo precisa cair para aprender”

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Por: Larissa Raysel (@LariRaysel)

 

O título desse texto vem sendo repetido à exaustão por alguns torcedores. A campanha do Tricolor é, de fato, desanimadora. A nossa sorte é que nada nunca é certo no futebol, mas quem olha para o que está acontecendo no clube, vê um time pronto para cair. E “aprender”.

Mas, sinceramente, aprender o quê? Se a expectativa para o que mostramos em campo já é baixa, fora dele é irrisória. Como bem definiu no Twitter André Hernan, repórter do Sportv, o enredo do São Paulo se assemelha ao do Titanic: o barco afundando e tem gente lá dentro tocando violino, como se nada estivesse acontecendo.

Como não conhecemos a realidade da série B, muito menos como é o sentimento de cair pra lá, decidi conversar com um grande amigo. Diogo Oishi, colorado apaixonado e administrador de um dos maiores grupos do Internacional, a @ComuDoInter .

Resolvi perguntar o que o Internacional tinha aprendido na série B até agora. “Nada”. E essa conversa que tive com ele só comprova que o São Paulo segue à risca a cartilha do rebaixamento. Para o Diogo, os principais motivos para o Inter ter caído são: personalidade dos jogadores, que não conseguem reagir às situações adversas; esquema tático não reativo, defesa deficitária, arrogância e diretoria que se nega a reconhecer os erros. Vocês reconhecem essa situação?

O enredo é exatamente o mesmo. Um pouco de dificuldade dentro de campo aliado a um pouco de soberba, além de erros dos anos anteriores que tem cobrado a conta agora… Bingo! O caminho para a descida está traçado. Dois segundos de lucidez bastariam para perceber que podemos aprender muito com o que passou (e passa) o Internacional. A série B tá batendo na porta, mas por mais que não pareça, ainda tem jeito de mandar pra longe.

Primeiro passo para todos, da diretoria ao torcedor, é tirar da cabeça essa ideia de que time grande não cai. Isso não passa de arrogância pura e, honestamente, não ajuda em nada para sairmos dessa situação. A segunda coisa a se fazer é perceber que os erros não podem ser individualizados. A responsabilidade é coletiva. Todos têm culpa, uns mais, outros menos. Por último, olhar para o Internacional e perceber que descenso não é garantia de aprendizado. O que se vê do colorado é um time cambaleante. Precisa, assim como São Paulo, mudar a postura. Espero só que nós mudemos ainda na série A, para que não seja necessário conhecer a série B. E também porque, com a postura que temos hoje, não há nenhuma garantia de que voltaríamos à elite do futebol principal.

 

*Imagem: Rubens Chiri/saopaulofc.net

Larissa Nunca tive escolha, fui doutrinada para ser são-paulina. Era ninada com o hino do time e logo aos dois anos, se ouvisse fogos de artifício, começava a comemorar o gol do São Paulo. Tenho absurda admiração por aquele que é o maior jogador e ídolo de todos os tempos: Rogério Ceni.